Crítica – X-Men 06 (Aurora de X)

O grupo de mutantes chamado "novos mutantes" está na capa da revista X-Men número 6.
Velho Também lê quadrinhos – Crítica X-Men 06 – Panini

Saudações pessoas velhas! Dando um tempo da correria para retornar aqui com as críticas de quadrinhos. Finalmente a crítica de X-Men 06, que continua a saga “Aurora de X”. Revista lançada no Brasil pela Panini e que segue com o padrão de ter todos títulos mutantes dentro de um só quadrinho, batizado de “X-Men”. Nesta edição temos: “New Mutants 1 (2020)”, “X-Force 1 (2020)” e “Fallen Angels 1 (2020). Vamos a cada uma delas, sem spoiler:

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“New Mutants (Novos Mutantes) 1 – O Sextante”: história escrita por Jonathan Hickman e Ed Brisson e ambientada inicialmente na ilha de Krakoa e depois no espaço. Enquanto está na ilha é interessante ver uma dinâmica completamente diferente das outras edições, com um clima bem mais leve, até engraçadinho. Vemos um pouco mais da dinâmica na ilha nação e já vamos para um rolê espacial que me pareceu totalmente aleatório, lembrando que estou regressando aos X-Men depois de mais de duas décadas longe e sem nunca ter lido muita coisa dos “Novos Mutantes”. Ainda assim gostei da história, principalmente por conseguir traçar o perfil de cada personagem e deixar que eu me sinta menos estranho no universo dessa turma. O que se destaca positivamente são os diálogos dos personagens, talvez um toque do Hickman (que eu não sabia que iria escrever mais de um título dos mutantes, achei que ficaria apenas no “X-Men”). Preciso pesquisar, ou esperar as próximas edições. A arte fica por conta do brasileiro Rod Reis, de quem sou fã, e aqui ele se destaca entregando um nível de detalhes absurdo quando necessário. Chego a ficar espantando com algumas entregas dentro de um título mensal. Ponto positivaço. E por falar em brasileiro, o personagem Mancha Solar se destaca bastante na edição. Estou bem curioso para conhecer mais do personagem e saber como a trama vai se desenrolar.

Velho Também lê quadrinhos – Crítica X-Men 06 – Panini
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“X-Force 1 – Temporada de caça”: estava ansioso para começar a ler a revista da X-Force, que para mim sempre foi um time bem interessante para fazer contra-ponto aos “X-Men”, já que eles costumavam ser bem mais violentos sem muita preocupação de quais são os meios para chegarem ao fim pretendido. Acontece que o roteiro desta primeira edição, escrito por “Benjamin Percy”, ficou bem confuso. Acho interessante o começo mostrando que algumas países estão se organizando contra a nova nação mutante, porém depois disso os recortes em locais diferentes ficam bem perdidos e, ainda que no final isso seja um pouco esclarecido, não achei bom. Aliás, o final é o maior problema que vejo na edição, já que tentam criar um gancho, para a sequência da história, usando a morte de um personagem de peso para os “X-Men”. O problema é que nas edições anteriores já foi estabelecido que os mutantes possuem “backups” e podem renascer, ou seja, qual o drama dessa morte? Tirando este ponto, a arte do “Joshua Cassara” me pareceu bastante sólida e muito engenhosa ao mostrar violência pesada sem precisar deixar nada explícito e o trabalho do colorista “Dean White” combinou muito bem com a arte, me lembrou as cores de HQs mais antigas, antes da chegada da era digital. Só acho que não foi o suficiente para salvar a edição de “X-Force”.

Velho Também lê quadrinhos – Crítica X-Men 06 – Panini
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“Anjos Caídos 1 – Bushido”: imagina só meu hype ao chegar nesta história e ver de cara essa página inteira da minha mutante predileta – Psylocke. Uma pena que o roteiro de “Bryan Hill” não pareça ser o mais adequado para contar uma história tão complexa. Várias vezes eu me peguei voltando as páginas para tentar entender melhor a história, tentando ver se havia deixado algo passar e não havia. A motivação inicial que uma dupla tem para entrar na aventura é totalmente furada. Não existe. Fora isso as ilustrações de “Szymon Kudranski” são cheias de altos e baixos, com personagens que me parecem irreconhecíveis de uma página para a outra. Também não vi nada de demais no trabalho do colorista “Frank D’Armata”. Tirando o fato de termos a Psylocke, nada me empolgou para voltar para a próxima edição. Nem a nova vilã que deve ser a nova ameaça aos mutantes.

Velho Também lê quadrinhos – Crítica X-Men 06 – Panini
Velho Também lê quadrinhos – Crítica X-Men 06 – Panini

“X-Men” 06 escancara de vez os altos e baixos da decisão da Panini de lançar todos os quadrinhos mutantes dentro de uma só revista. Se por um lado é bom ter acesso à todo o conteúdo e poder acompanhar a saga inteira, por outro corre-se o risco de ter histórias desinteressantes de títulos que não compraríamos se fossem vendidos separados. A revista ficou no limite de atender minhas expectativas, por isso a nota para esta edição de “X-Men” é 2,5 bengalinhas.

Velho Também lê quadrinhos – Crítica X-Men 06 – Panini
Velho Também lê quadrinhos – Crítica X-Men 06 – Panini. Nota: 2,5 bengalinhas.

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